02 Novembro 2010

Devo acreditar no PT?

Passei boa parte dos últimos sessenta dias na internet. Lendo, pesquisando, colhendo dados, assistindo vídeos e escrevendo meus textos.
O saldo foi positivo. Muitas foram às mensagens de carinho e agradecimento. Outras, evidentemente discordando.
Para um blogueiro regional e sem o domínio total da tecnologia dos blogs, sinto-me recompensado pelos quase 4.000 leitores dos meus textos, dos quais muitos do exterior (Estados Unidos, Canadá, Suíça, Suécia, Portugal, Argentina, Reino Unido, Alemanha, França, Irlanda, Itália e até a pequena ilha de Guadalupe). A todos o meu obrigado.
Apesar de algumas discordâncias, pautei os meus artigos em fatos reais, comprovados e também em vídeos onde os protagonistas falam por si mesmo.
Fiz o que me consciência mandou. Denunciei. Contestei. Tentei sim, de alguma forma, mostrar a alguns eleitores o melhor caminho para a manutenção da democracia.
Nunca acreditei e continuo não acreditando no PT como uma instituição democrática plena. As práticas são diferentes dos discursos. Os fatos recentes assim demonstram e confirmam.
Não coaduno com aqueles, e principalmente os institutos de pesquisas, que dão ao governo Lula um índice de 83% de popularidade. Acho que confundem popularidade com populismo.
Não faço o contraditório por fazer. Não nego alguns avanços do governo. Alias, é mais do que obrigação.
Mas como cidadão, sinto indignação com as práticas adotadas. Os fins não justificam os meios.
O PT tem uma longa  folha corrida marcada por comportamento violento, autoritário e reprovável, que originam de suas raízes sindicais.
Mesmo tendo chegado ao poder, parte da militância do PT e dos seus líderes não abandonou até hoje de métodos e de práticas contrárias a democracia.
Uma vez no poder, vale tudo para permanecer ali.
Vale o presidente da República escolher sozinho a candidata do seu partido.
Vale ignorar a Constituição e deflagrar a campanha antes da data prevista.
Vale debochar da Justiça.
Vale socorrer-se sem pudor da máquina pública para fins que contrariam as leis.
Vale intimidar a Polícia Federal para que retarde investigações que possam lhe causar embaraços. 
A soberba do presidente Lula extrapolou todos os limites.
Ele foi a Juiz de Fora e advertiu os mineiros: seria melhor para eles elegerem um governador do mesmo grupo político de Dilma.
Foi a Santa Catarina e pregou irado a pura e simples extirpação do DEM.
Foi a São Paulo, investiu contra a imprensa e declarou: "A opinião pública somos nós".
O que o presidente Lula disse a respeito do episódio do Rio protagonizado por Serra e por militantes do PT só confirma uma vez mais o quanto ele se comporta de uma maneira contrária  a um democrata que ocupe  a cadeira da Presidência da República por quase oito anos.
Lula foi sarcástico quando deveria ter sido solidário com Serra. Mas conforme matéria publicada nesse blog, os que bateram aparecem abraçados com Lula em vídeo.
No dia sete de setembro, o presidente falou à nação no programa eleitoral do PT. Usou o peso da Presidência da República para proteger sua candidata e ser conivente com a operação abafa da Receita Federal. Atacou Serra por denunciar as violações ocorridas, e transformou a vítima em criminoso.
Foi tolerante e cúmplice da desordem quando deveria tê-la condenado com veemência.
Foi cabo eleitoral de Dilma quando deveria ter sido presidente da República no exercício pleno da função.
Popularidade e populismo são coisas passageiras. Grandeza, não. É eterno. Sobrevive à morte de quem a ostentou.
Hitler e Mussolini foram populares. Nem por isso passaram à história como políticos de grandeza.
No seu tempo, Fernando Collor e José Sarney, aliados de Lula, desfrutaram, por curtos períodos de intensa popularidade. Tancredo Neves foi grande, Fernando Henrique Cardoso é grande.
Grandeza tem a ver com caráter, nobreza, e ética.
Assistindo ontem ao Jornal Nacional da Rede Globo, quando da apresentação de parte da história de vida da presidente eleita, um fato me chamou a atenção. Foi quando o tradutor das correspondências enviadas ao seu irmão na Bulgária, afirmou em alto e bom som, que a cidadã brasileira Dilma Rousseff enviou maços de dinheiro, nas correspondências, para ajudar o irmão que se encontrava em dificuldades financeiras.
Sem dúvida um belo gesto de solidariedade. Mas fica uma dúvida: É permitido fazer remessa em moeda estrangeira por correspondência? Os impostos foram recolhidos? As remessas não deveriam ter sido feitas por uma instituição financeira autorizada a operar em câmbio? Bem, como sou leigo no assunto, faço esses questionamentos. Com as respostas o Banco Central e a Receita Federal.
Como cidadão, desejo a presidente eleita que conduza os destinos da nação pautados no respeito às leis, a constituição, a justiça e a moralidade pública.

Ronaldo Mendes



28 Outubro 2010

A escolha é sua....

Caro eleitor  e especialmente eleitoras. Nessa eleição, não são só os programas sociais (iniciados no governo FHC), estabilidade da economia (também do FHC) e distribuição de renda que está em jogo, é muito, mas muito mais do que isso que deve ser pesado.
O que está em jogo de verdade é a estabilidade democrática do país. 
Muito se fala do ocorrido no Brasil em 64. Uns chamam de golpe militar, outros, como eu, de Revolução. Alguns de vocês, não viveram esse momento e nem sempre os livros atuais fazem justiça ao ocorrido.
Para conhecimento dos que não sabem e avivar a lembrança de outros, comento as razões da Revolução de 64.
"Os anos de 1960 a 1963 são, primeiro de esperança (meses da gestão de Jânio Quadros), depois de pesadelo e desorganização acelerada da vida política. Jânio iniciara uma revolução em política externa (abertura à África e aos países socialistas). Fascinado pelo terceiro- mundismo (Tito, Nehru, etc), pretendia fazer do Brasil o líder da transformação latino-americana, em certa oposição a aspectos da política externa e cultural dos EUA. Novos ares sopravam em Brasília. Mas, com a renúncia, tudo voltou à crise de antes: apreensão e corrupção.
A tentativa dos ministros militares de impedir a posse de João Goulart refletia a profunda divisão da sociedade, apreensiva com os rumos que o País tomaria, uma vez entronizado o ex-ministro do trabalho de Vargas. Jango assumiria posições cada vez mais à esquerda e estava literalmente cercado de comunistas que, desde o início dos anos 50, passaram a ocupar cargos importantes nas universidades e no governo – Notem que qualquer semelhança com o governo Lula, não é mera coincidência.
A mobilização social pela posse do vice-presidente seria ampliada no governo de Jango, em parte em face da ação de comunistas infiltrados no governo e numerosos simpatizantes da causa vermelha. Dinheiro e apoio não faltaram a UNE, aos teatros populares e pretensos movimentos de alfabetização, a sindicatos a movimentos de ruralistas (eram chamados de "camponeses"; na Baixada Fluminense cuidava-se de armá-los para o confronto com o Exército). No meio militar, com a preparação de sargentos, cabos e soldados para a sublevação militar (levante de sargentos, em Brasília, ocupação de sindicato no Rio de Janeiro por marinheiros, etc.). Os partidos revolucionários (PCB, PC do B, Movimento Tiradentes, Polop e outros menores) foram amplamente beneficiados com apoio de recursos, dados a seus integrantes. A intelectualidade da esquerda marxista tomou conta das universidades, dos centros de pesquisa e insinuou-se até nos estabelecimentos militares.
O governo de Goulart demonstrou ser bom para os marxistas, apoiando-os, mas era péssimo para o País, não somente por razões ideológicas, mas, principalmente, por incompetência e corrupção". Antes de continuar com a leitura do texto, assista o vídeo abaixo.                
                  
"A sociedade civil urbana estava assustada com o que via. Desordem, privações de todo tipo, monopólio de empregos para setores de esquerda, violência e corrupção generalizada (notem mais uma vez, coincidências com o atual governo).
Expressiva mobilização civil conservadora ocorreu, simultaneamente, no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, pedindo a intervenção das Forças Armadas para a preservação das instituições políticas, do regime constitucional e fazer cessar a anarquia e a corrupção. Depois, viria a bandeira anticomunista - porque esse perigo efetivamente existia como demonstra a história de outros países que pagaram preço muito maior para vencer o antagonismo bolchevista no teatro interno.
Em 31 de março de 1964, as forças do Exército começaram a mover-se para afastar Jango e os comunistas do comando do País. O movimento praticamente não se defrontou com resistência. Pelo contrário, encontrou entusiástico apoio da sociedade urbana. Uma festa que valeu uma edição especial do TIME e uma separata: "The country that saved itself", saudando o vigor da sociedade civil brasileira que salvara o Brasil da iminência do comunismo.
No período compreendido entre 1964 e 1966, o Brasil vivenciou expressivo desenvolvimento a par de excelentes ações que objetivaram a racionalização política e econômica do País.
Esses foram, portanto, os reais motivos para a revolução de 64. Salvar o país do comunismo".
Podemos assim, iniciar uma breve análise do que tem sido o governo do PT. Diversos comunistas e simpatizantes infiltrados no governo (veja relação abaixo), dinheiro para calar a UNE (União Nacional dos Estudantes), dinheiro a rodo para sindicatos e ONGs ligadas a esses movimentos, dinheiro para o MST( aqueles que invadem propriedades e destroem plantações), partidarismo nas principais empresas públicas do país, corrupção, desvio de recursos e tentativas de implantação de programas antidemocráticos como o PNDH-3.
Veja os comunistas confessos implantados no governo: Dilma Rousseff, José Dirceu (ex-ministro e classificado pela justiça como chefe do mensalão, mas atuando nos bastidores como um dos coordenadores da campanha), Flanklin Martins (ministro especial da secretaria de comunicação), José Genoíno ( Deputado federal e ex-presidente do PT), Paulo de Tarso Vannuchi (ministro especial da secretaria de direitos humanos), Orlando Silva (ministro dos esportes- filiado ao PCdoB).
E você sabe o que é o PNDH-3? Vamos então falar um pouco sobre essa proposta do governo Lula.
No final de 2009, às vésperas do Natal, festa cristã por excelência, o governo lançou o decreto mais anticristão que temos notícia na história do Brasil. O fato soou como uma bomba, a anunciar uma investida contra as religiões e todos aqueles que, de alguma forma, procuram orientar suas vidas e sua conduta moral pelos Mandamentos da Lei de Deus.
O fato aí está em toda sua crueza e realidade: o PNDH-3 é um espectro assustador que, se materializado em leis, normas e regulamentos, implica necessariamente numa perseguição religiosa sem precedentes na história do Brasil. De onde a necessidade, também neste caso, de “apontá-lo, denunciá-lo, combatê-lo, disputar-lhe passo a passo o terreno, erguer contra ele toda uma cruzada de idéias e de atos”, conforme propõe a bela e cadenciada frase de Plínio Corrêa de Oliveira.
O programa é uma reprodução dos modelos constitucionais venezuelano, equatoriano e boliviano, todos inspirados num centro de estudos de políticas sociais espanhol, para o qual o Executivo é o único Poder, sendo o Judiciário, o Legislativo e o Ministério Público Poderes vicários, acólitos, subordinados. No programa, pretende-se fortalecer o Executivo, subordinar o Judiciário a organizações tuteladas por "amigos do rei", controlar a imprensa, pisotear valores religiosos, interferir no agronegócio para eliminá-lo, afastar o direito de propriedade, reduzir o papel do Legislativo e aumentar as consultas populares, no estilo dos referendos e plebiscitos venezuelanos, além de valorizar o aborto e a prostituição como conquistas de direitos humanos. Quem ler a Constituição venezuelana verificará a extrema semelhança entre os instrumentos de que dispõe Chávez para eliminar a oposição e aqueles que o PNDH-3 apresenta, objetivando alterar profundamente a lei maior brasileira. O programa possui, inclusive, "recomendações" ao Judiciário sobre como devem os magistrados decidir as questões prediletas do grupo que o elaborou, à evidência, à revelia de toda a população e do Congresso.
Nesse exato momento (20,27hs) acabo de ouvir declaração da manifestação do Papa Bento XVI, bem como de outros líderes Religiosos, condenando a prática do aborto. Ouvi também a manifestação da candidata Dilma, onde ela repete“que pessoalmente é contra”. Mas ela só se esquece de dizer que o programa que assinou juntamente com o presidente Lula, no qual propõe a descriminalização do aborto está pronto para ser encaminhado ao Congresso nacional. Mais uma vez falta com a verdade ao povo brasileiro.
Qualquer candidato que seja eleito continuará com todos os programas sociais e distribuição de renda, pois as bases econômicas para esse processo foram lançadas no governo FHC. Tanto essa afirmativa é verdadeira, que o maior trunfo do governo lula foi exatamente manter a política econômica do ex-presidente FHC.
Nas minhas conversas políticas, sempre faço os seguintes questionamentos: Você que é chefe de família, é responsável e tem filhos,quais são os princípios básicos que procura passar para eles? Acho que a grande maioria de bem do povo brasileiro, procura orientar em relação à honestidade, respeito, integridade e ética entre tantas outras coisas.
Portanto, se esses são os valores que procuramos ter e seguir em nossas famílias, como podemos aceitar e permitir a continuidade de um governo onde esses mesmos valores básicos têm sido, ao longo dos últimos 8 anos, desprezados e pisoteados por aqueles que deveriam ser os guardiões desses valores para a sociedade brasileira?

Por tudo isso é que devemos pensar e pesar  antes de darmos o nosso voto no próximo domingo.
As ocasiões mais propícias para investigarmos a importância dessas ações, são aquelas em que somos chamados a fazer escolhas importantes. Nesses momentos, sabemos que não podemos agir em função da primeira coisa que passar pela cabeça; precisamos pensar bem, avaliar o que realmente queremos, e quais serão as conseqüências dos nossos atos.
Não pense só em você. Pense num Estado democrático e livre. Pense no Brasil.
Ronaldo Mendes 












24 Outubro 2010

Que Estranho....

O episódio da agressão ao candidato José Serra no Rio de janeiro, serviu mais uma vez, para comprovar aquilo que uma grande parte da sociedade brasileira já sabia. A irresponsabilidade verbal do presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva.
As palavras e ações do presidente, ao chamar o candidato Serra de mentiroso e fingido, chegando inclusive a comparar o caso ao do goleiro Rojas do Chile, que no Maracanã, caiu e fingiu que um foguete o tinha atingido e machucado.
O presidente acabou sendo desmascarado pelo Jornal Nacional, o qual mostrou o momento exato em que Serra foi atingido por um rolo de fita, e não por uma bolinha de papel como quis o Sr. Lula demonstrar.
Até se pode entender, mas não aceitar, que em uma disputa eleitoral, com ânimos mais acirrados por parte de alguns militantes, situações e ações mais truculentas podem ocorrer e devem ser resolvidas partidariamente. Mas o nosso presidente não pensa assim. Do alto da sua popularidade, comporta-se como um caudilho, achando que a sua vontade e pretensão é o que basta para que tudo seja feito ao seu modo.
Mas essa atitude não deve causar nenhum espanto, pois segundo ele, o país não precisa de opinião pública: Ele é a própria.
As fotos abaixo, entretanto, nos leva –com licença Senhor Presidente- a algumas reflexões:
-A campanha da candidata Dilma disse que o episódio foi coisa de simples cabos eleitorais.
-Um dos perturbadores da caminhada de Serra foi um candidato a deputado pelo PT   derrotado.
-Por que omitiram que os baderneiros eram conhecidos?
Então senhores eleitores, vejam as fotos abaixo








Se agíssemos como o PT, não nos caberia apenas algumas reflexões, mas algumas acusações: O episódio no Rio de Janeiro, não foi um acaso. Foi proposital, idealizado e orquestrado pelo PT.
Mas como não agimos como o PT, fica uma pergunta: Por que os baderneiros estão abraçados com o presidente da república?
Caro eleitor, ainda está em tempo de salvar esse país!

Ronaldo Mendes